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sexta-feira, 18 de julho de 2008

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"Homem que é homem de verdade não olha se a mulher passou esmalte na unha do pé. Homem que é homem de verdade olha bunda e peito".


(frase de um amigo meu, ao ver a minha
cara de desapontamento por ter estragado o
meu esmalte vermelho. Esmalte esse que eu
havia demorado quase duas horas parapassar
sem fazer bagunça...)


Ouvir uma frase desse tipo me fez pensar: Por que é que nós, mulheres, fazemos esse esforço sobre-humano pra nos mantermos bonitas e atraentes para "eles" se, no fim das contas, tanto faz? Está na moda dizer que "celulite todo mundo tem", que "homem gosta de ter onde pegar", que "quem gosta de osso é cachorro", e outras frases-feitas que fazem com que nós realmente acreditemos que os homens não se importam com as nossas gordurinhas, celulites, estrias e afins.

Tá bom. Até aí tudo bem. Eu concordo em gênero, número e grau com a idéia de que essa magreza excessiva que tem sido imposta pela mídia é burra e escravizante.

Mas existe um outro lado da moeda. O que está acontecendo é que as mulheres, cansadas de terem que comer alface, estão chutando o pau da barraca. Deixando pra lá mesmo. E isso começa a trazer consquências que são, no mínimo, bizarras.

E eu falo não apenas da questão do peso. Existem outras coisas que estão sendo deixadas de lado. Unhas, cabelos, banho, depilação...

Acho que todo mundo já deve ter visto por aí alguma das gordinhas "satisfeitas", que colocam suas mini-blusas e saem por aí hasteando sua bandeira de "sou feliz comigo mesma", esfregando os seus quilos na cara de quem quiser - e quem não quiser - ver. Todo mundo também já deve ter visto pés de dar medo. Mãos de dar medo. Sentido cheiros de dar medo.

É isso que chama-se liberdade? É isso o oposto da "ditadura da estética"?

Rever conceitos é muito importante. Saber que ser magra, linda e loira-de-franja-escovada não é tudo no mundo, e nem passa perto de ser um bom objetivo de vida.

Mas daí partir para o "sou obesa e feliz", deixando de lado questões muito mais sérias, tais como hipertensão, hipotireidismo, compulsões alimentares e outros é um retrocesso.

Os homens (creio eu) realmente não se preocupam se a companheira engordou 200 gramas, se ela mudou o tom do cabelo de loiro-médio-acinzentado para loiro-claro-natural. Mas com certeza se preocupam com o fato de que ao roçar no pé da esposa na cama ele acha que está dormindo com uma pedra pome. Com certeza se preocupam com o fato de a sua mulher não ter mais fôlego pra nada por que está com 110 quilos!

Meninas: Vamos saber até onde a nossa vaidade é paranóia e parar antes disso.

Meninos: Cuidado com o que vocês falam. Quero ver qual de vocês tem uma namorada que não se depila, não penteia o cabelo e tem 40 quilos de sobrepeso.

Liberdade sim. Esculachar: aí não dá, né gente!

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Bonita pra quê? Eu sou inteligente!

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Ser inteligente não dá moral... Ser bonito(a) (leia-se: gostosa - semi - anoréxica - com - bronzeamento - artificial - e - marquinha - de - biquini - e - cabelo - loiro - com - franja - de - chapinha) sim. Mas pra ser bonito(a) - nesses padrões - é preciso sofrer. Tem que malhar, fazer dieta, tomar suplemento, injeção disso e daquilo e todas essas coisas que pessoas que se dedicam um pouquinho mais (um pouquinho só) ao trabalho intelectual não têm um pingo de paciência - ou conhecimento - pra fazer.

Esclarecendo fatos: Eu sou uma estudante de Letras. Eu estudo Grego. Gosto de computadores e seriados japoneses. Gosto de jogos de RPG online. Ou seja: Sou geek. Nerd. CDF. Do que quiserem chamar. Até mesmo na universidade eu e os meus colegas de habilitação somos discriminados. Outro dia me compararam à uma mosca albina, de tão freak. Não sou cocota de academia. Tenho 1,74 de altura e estou quase 10 quilos acima do peso ideal. O que faz com que eu não seja gorda, mas esteja longe o suficiente da faixa (anoréxica) de peso ideal...

Então, isto posto... À história.

Estava eu feliz comendo canudinhos de doce de leite - deliciosos, diga-se de passagem - e pensando que todas aquelas calorias estavam indo direto para o meu quadril. De repente, não mais que de repente, aparece sobre a minha cabeça aquela nuvenzinha de pensamento... Aquela, sabe? Bem típica de "O Fantástico Mundo de Boby"... E nela aparece o AMIGO do meu irmão (Sim. Com maiúsculas. Ele é o tipo de cara que nem nos meus sonhos eu pego. Se, dormindo eu chegar nele, é capaz de tomar um fora. 1º: Por que ele já tem namorada. 2º: Caras de academia não pegam Nerds.), todo malhado, com dois altéres nas mãos, malhando e repetindo incessantemente: "Ser bonito não é prazeroso. Ser bonito faz sofrer"... E ad infinitum ele repetia isso... E à medida que ele ia repetindo isso, o canudinho ia crescendo na minha mão, parecendo que pesava uma tonelada!

Enfim... Larguei o décimo quarto canudinho exatamente onde ele estava, guardei os restantes na geladeira e fiquei pensando: "Mas pra quê eu preciso ser tão bonita? Eu já sou inteligente..."

E BINGO!

Isso foi um argumento bem convincente.

Meia hora depois... Aos canudinhos.

Músculos, gostosas e afins: Danem-se todos. Eu quero comer, e não pastar.
 
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