segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

A dor de existir sem ser. Apenas passar. Canseira de não ter nada do que se cansar. Canseira de ser não sendo. Toda noite é sem lua. Todo manhã é nublada. Toda cama e todo abraço: vazios. Todas as palavras: mortas. Todas as pessoas iguais. Tudo tão sem graça. Tudo tão sem você. O destino medíocre ao qual somos subordinados. O vício de estar só. Ninguém pode dizer nada. Fazer nada. Ajudar em nada. É uma luta sem armas onde ninguém vence. Uma luta de uma pessoa só. Uma guerra em frente o espelho. Não dá nunca em nada...

A alegria de ser tudo. Estar em qualquer lugar sabendo que os pensamentos de alguém estão lá também. Ou não. Saber-se amado pela imagem diante de si mesmo. Não é mais uma guerra em frente o espelho. É um flerte. Não se cansar nunca de nada, por que sabe-se de onde tirar novas forças sempre que precisar. As armas foram baixadas! As flores ganham novas cores a cada dia. A lua, sempre confidente, se torna luzeiro para todas as noites (e todos os dias são noites). Não há mais "nada", não há mais vazio.

Há só um ser solitário.
Mas que não é.
Só.
Isso.

(publicado originalmente em 13/06/2007)
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3 comentários:

Enopj disse...

Que triste.....

Marcelo disse...

Solidão temporária.
Só isso.
Passa, como tudo. Até o espelho passa.

Anônimo disse...

Q lindo, amiga!!

saudade!!!

Spider Pig :D

 
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