domingo, 26 de outubro de 2008

Insônia


"É... meu computador
Apagou minha memória
Meus textos da madrugada
Tudo o que eu já salvei
E o tanto que eu vou salvar

Das conversas sem pressa
Das mais bonitas mentiras..."

São quatro para as três da madrugada. 2:56 a.m. Não tenho um pingo de sono. E nessas horas insones fico pensando um tanto de coisa. Na falta que faz companhia. Às vezes queria ter não amigos, mas companheiros. Tenho amigos. Verdadeiros sim. Mas às três da manhã, sem sono, eu queria ter companhia. Eles estão dormindo. No MSN tem um ou dois online. Mas a velocidade das respostas e o teor das conversas não acompanham o desespero da minha mente por companhia. Eu penso muito rápido. E tenho muita coisa pra viver ao mesmo tempo. Deixei recados pra algumas pessoas de quem me lembrei. Acho que nenhuma delas vai conseguir ler nas entrelinhas o que eu realmente queria dizer quando pensei nelas: "Eu queria que você estivesse aqui". Era isso o que eu queria ter escrito. Mas como você diz isso pra uma pessoa que você não conhece tanto? E como você faz isso às três da madrugada? É estranho isso. Não deixei um recado pra minha melhor amiga. Deixei um recado pra pessoas que eu conheci numa madrugada, numa noite insone como a de hoje, e naquele momento nos identificávamos. Foi pra essas pessoas que eu deixei um recado dizendo que não tinha o que dizer e mandei um beijo.

É engraçado isso. Quando a gente não tem o que dizer a gente manda beijo. "Ah tá, fulano. A gente se vê então. Beijo."

No fim das contas, tudo isso é pra dizer que a gente não tem o que dizer. E a falta de palavras incomoda. Isso também me é estranho. As pessoas não sabem ficar em silêncio. Se eu tivesse companhia eu não queria ficar só falando. Curtir o silêncio também é legal. Curtir o silêncio das três da manhã é muito legal. Ter um ombro pra deitar às três da manhã seria muito legal.

(Apesar de que na minha rua nem faz tanto silêncio. Depois que abriram a via lá embaixo todos os carros passam por aqui... Trânsito a madrugada inteira...)

Está ventando. O vento faz um barulhinho gostoso. Se eu tivesse companhia eu ia deitar lá fora na rede e ficar sentindo o vendo no rosto. Deixar ele atrapalhar meu cabelo (ele: o vento). Afinal de contas, às três da manhã não tem problema ficar descabelada...
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5 comentários:

Juliana Lemos disse...

no fim das contas, a gente sempre ta só. mas meus amigos da madrugada (virtuais) sempre comparecem... heheh

:*

Rebeca Ribeiro disse...

Os meus também comparecem, mas nem sempre, e geralmente nao sao os que eu gostaria...

Mandie.Letras disse...

hey.
bem que você me falou dessa postagem. só a idéia já me fez ter identificação... o texto, então, nem se fala.
ando sentindo falta dessa mesma companhia.

philippe_albuquerque disse...

recebinha produzindo
produzindo recebinha
ela n'ao p[ara de dia nem de noite
onde vai parar a recebinha
no meio das palavras t'ao bonitas que ela diz
ou ...
ou no meio das palavras bonitas que ela produz
ou
ou
ou
ou

WordnavE disse...

Olá, ia ler, e ainda vou ler seu blolg, mas me encantei desde o começo quando li " mas tem preguiça de gente. Escreve sem saber se sabe, mas sabe que gosta de escrever..."
Sou eu...haha

E por isso lerei sempre, uma simples coisinha que já me diz muito de você.
Sou amigo do Philippe, posso favoritar?(ah!meu blog é novo, por isso um pequeno número de posatagens.:))

Um abraço.

 
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