segunda-feira, 8 de setembro de 2008

E foram felizes para sempre?


Não. Eu não acho que essa coisa de "Felizes para sempre" é fácil. E nem sei se hoje em dia isso é possível. Os meus "pra sempre" nunca passaram de seis meses. Com tanta "modernidade" apelando por aí fica muito fácil ele ou ela caírem na tentação da variedade, e o forever acabar em, no máximo, três anos.

Mas ainda fico feliz quando vejo que ainda existem pessoas com fé na instituição família. Me faz pensar que ainda haja um jeito de voltarmos a ser bons nessa coisa de ficarmos juntos a vida toda. Ainda me lembro da festa de bodas de ouro dos meus avós maternos., há uns oito anos. A minha avó e o meu avô lá, juntos de mãos dadas. Não disseram nem uma vez que foi fácil, nem que nunca pensaram em pular fora. E nem mesmo disseram que foram felizes sempre. Mas para sempre. É diferente. Eles estão sempre juntos. Mas nem todos os momentos são cor-de-rosa.

Hoje, lendo blogs por aí, dei de cara com um post do Não2Não1 que me deixou com um sorriso. O Gitti (Gustavo Gitti, um dos caras do blog de lá) escreveu 9 dicas para casais que moram juntos. Não sou muito fã de blogs que falam de relacionamentos. Acho que teorizar relacionamentos dá mais trabalho do que simplesmente deixá-los acontecer (deixo a teoria para a literatura). Mas pra esse post, tiro o meu chapéu. Se você, como eu, tem preguiça de ler tudo, leia ao menos a última dica. Fantástico! Ela é simples assim: Casem!

Isso mesmo! Casem! Não de papel passado, nem cerimônia religiosa, nem nada. A dica ressalta a importância de haver um ritual de passagem entre a vida de solteiro e a de casado/juntado/whatever.

Concordo. Assino embaixo. E ainda digo mais: Essa é a parte do "pra sempre" das histórias de fadas. "Foram felizes para sempre" é um final muito fácil. O que conto nenhum conta é o que acontece no "pra sempre". Eu imagino assim: Branca de Neve lá com seu príncipe. Ele com bafo, roncando à noite. Os trigêmeos não dão sossego, todo dia somem naquela maldita floresta. É nesse momento que a princesinha, com as unhas estragadas, a pele nem tão branca mais de tanto lavar roupa no ria, lembra que ela optou por viver com aquel príncipe. E fica com ele pra sempre. Suporta tudo isso. Por que pra sempre é pra sempre mesmo. Nada de "de vez em quando".

É mais ou menos isso que eu chamo de ter fé na instituição. E acreditar nisso que me faz ficar muito feliz com dicas como a #9 do Gitti. E ter um pouquinho de esperança também.
  • Stumble This
  • Fav This With Technorati
  • Add To Del.icio.us
  • Digg This
  • Add To Facebook
  • Add To Yahoo

2 comentários:

Gustavo Gitti disse...

Adorei seu post. Fico feliz de ter me citado.

Abração!

Juliana Lemos disse...

Olá :D
bem, respondendo cada coisa de uma vez... Primeiro, comentário sobre o post. Interessante. Eu sempre defendi o casamento. Não aquele eterno, em que os casais, mesmo se odiando, ficam junto para manter a tradição. Mas sim o casamento com amor. (Minha mãe casou com 15 anos e está casada há 18, com meu pai, muito felizes, amém :D)

Sim, eu ADORO O Teatro Mágico desde muito tempo. Um dos poucos sons que eu consigo ouvir todo dia sem enjoar.

Henrique eu conheci aqui na internet, pelos blogs da vida... Não os conheço pessoalmente, apesar de serem pessoas interessantes. heheheh

Obrigada pelo comentário no meu blog! O seu é muito. Geralmente eu venho aqui, leio, mas esqueço de comentar.
*enterra*

Abraços! parabéns!

 
Copyright 2010 Retro | Powered by Blogger.