domingo, 7 de setembro de 2008

Dica de leitura I

Hoje eu venho com uma dica de leitura. Na verdade, a indicação de um autor. Em julho desse ano estive em Diamantina no Festival de Inverno da UFMG e tive a oportunidade de participar de uma oficina a respeito de Figurações do Erotismo na Literatura e Arredores, com o Professor Rodrigo Cabide. É muito interessante entender assim, como que de repente, as relações entre a obra de Caio Fernando Abreu, Clarice Lispector, Hilda Hilst, Almodovar e outros. E hoje venho indicar o polêmico Caio, que foi um dos autores estudados na tal oficina. E pra começar, aí vai um trecho de um poema seu.

"Já li tudo, cara, já tentei...............................
macrobiótica psicanálise drogas...............................
acupuntura suicídio ioga dança...............................
natação cooper astrologia patins...............................
marxismo candomblé boate gay...............................
ecologia, sobrou só esse nó no...............................
peito, agora o que faço?"...............................
.
E para quem nunca ouviu falar dele, aí vai uma breve biografia retirada da Wikipedia. No link você pode encontrar uma lista de obras dele. Eu, pessoalmente, gosto dos seus contos.

Caio Fernando Loureiro de Abreu (Santiago, 12 de setembro de 1948 — Porto Alegre, 25 de fevereiro de 1996) foi um jornalista e escritor brasileiro.

Apontado como um dos expoentes de sua geração, sua obra, escrita num estilo econômico e bem pessoal, fala de sexo, medo, morte e, principalmente, de angustiante solidão. Apresenta uma visão dramática do mundo moderno e é considerado um "fotógrafo da fragmentação contemporânea".

Cursou Letras e Artes Cênicas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, mas abandonou ambos para escrever para revistas de entretenimento, como Nova, Manchete, Veja e Pop. Em 1968, foi perseguido pelo DOPS, e acabou se refugiando no sítio da escritora Hilda Hilst, em Campinas. No início dos anos 70, exilou-se por um ano na Europa, passando por países como Inglaterra, Suécia, França, Países Baixos e Espanha.

Em 1983, mudou-se de Porto Alegre para o Rio de Janeiro e, em 1985, para São Paulo. Voltou à França em 1994 e retornou no mesmo ano, ao descobrir-se portador do vírus HIV. Faleceu dois anos depois, em Porto Alegre, onde voltara a viver novamente com seus pais e dedicando-se a tarefas como jardinagem.

Caio Fernando Abreu era homossexual assumido.
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1 comentários:

Juliana Lemos disse...

eu só li caio fernando abreu uma vez, mas gostei muito. li morangos mofados.

muito bom o blog!

 
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