sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Como eu vejo o mundo


Resolvi escrever sobre como eu vejo o mundo. Mas antes disso fiz uma pesquisa de campo a respeito de como as pessoas que conheço (algumas bem, outras nem tanto) vêem o mundo.

Deixei scraps no Orkut de alguns amigos com a simples pergunta: "O que você pensa do mundo?". Não tive muitas respostas, mas as que tive foram bem diversas umas das outras!

Algumas pessoas levaram a pergunta mais ou menos a sério. Dentre essas, tive respostas sérias e algumas, diante da seriedade da questão, abstiveram-se de responder.

Outras pessoas acharam que era uma pegadinha. E responderam à altura, com uma piadinha ou coisa que o valha.

E uma pessoa deu várias respostas, relativizando o ponto de vista da pergunta.

Não vou citar aqui as respostas, pois seria chato, cansativo, e o HTML do meu blog me odeia tanto, que se eu tentar copiar e colar vai dar algum pau. Ainda penso fazer uma série "Como vejo o mundo" e comentar cada resposta!

Mas, e eu? Como eu vejo o mundo? Não sei como colocar em palavras a quantidade de sentimentos que me tomam quando penso nessa pergunta, mas acho que a melhor forma de respondê-la é relativizando (também). Eu não tenho um mundo só. Quando estou a sós comigo mesma tenho um mundo. Esse mundo é só meu. E ele é perfeito. E no momento, especialmente feliz. Quando estou na faculdade o mundo é sórdido, perigoso, cheio de incertezas. Quando estou com minha família o mundo é cheio de esperança. Quando estou com os meus amores, que costumo chamar também de amigos, o mundo é uma lona de um circo, onde vários atores ensaiam seus espetáculos. É um lugar onde tudo é lindo, a música é diversa, e cheio de coisas diferentes... E não há a cobrança do público. Quando estou trabalhando, o público aparece, mas ainda assim a diversão continua. Mas com um toque de seriedade. São esses alguns dos meus mundos. Vários.

Ainda assim, Einstein deixa algo que eu não ouso tentar superar usando minhas próprias palavras, e pego as dele emprestadas:

"Minha condição humana me fascina. Conheço o limite de minha existência e ignoro por que estou nesta terra, mas às vezes o pressinto. Pela experiência cotidiana, concreta e intuitiva, eu me descubro vivo para alguns homens, porque o sorriso e a felicidade deles me condicionam inteiramente, mas ainda para outros que, por acaso, descobri terem emoções semelhantes às minhas.

E cada dia, milhares de vezes, sinto minha vida — corpo e alma — integralmente tributária do trabalho dos vivos e dos mortos. Gostaria de dar tanto quanto recebo e não paro de receber. Mas depois experimento o sentimento satisfeito de minha solidão e quase demonstro má consciência ao exigir ainda alguma coisa de outrem. Vejo os homens se diferenciarem pelas classes sociais e sei que nada as justifica a não ser pela violência. Sonho ser acessível e desejável para todos uma vida simples e natural, de corpo e de espírito."

Era isso. Até a próxima!
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