quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Rock 'n roll all!

Está na moda escrever sobre política. Certo que falta pouco para as eleições, então o debate político se faz necessário. Só que eu não tenho talento para ficar fazendo discurso sobre esse ou aquele candidato. Em quem eu vou votar? Não vem ao caso. Prefiro escrever sobre coisas mais leves. Como diz o grota: “um blog não deve ter fontes grandes, nem muito blá-blá-blá./não se permite opiniões sobre nada, pois opinião não leva a lugar algum./um blog, apesar de não te levar a lugar algum, ao menos deve ser leve.” É isso. Concordo plenamente.

Hoje estava assistindo à MTV e vi o clipe de uma música que se chama “Por um rock ‘n roll mais alcoólatra e inconseqüente” (clipe muito tosco, por sinal, e nem prestei muita atenção na letra da música). Mesmo sem fazer apologia ao alcoolismo, eu concordo com eles (eles: Rock Rocket) e ainda digo mais: Não só o Rock ‘n Roll deveria ser mais alcoólatra e inconseqüente. Todos deveríamos sê-lo. Seriedade demais, sobriedade demais não servem pra muita coisa mesmo. Por isso prefiro não falar de política, pelo menos não aqui. Política é um assunto tão sério que já virou até piada. Basta ler um pouco do que se fala a respeito dos nossos governantes e aspirantes ao cargo pra ter uma noção do que eu estou falando. Se for sobre isso que você quer ler, entre no transparência.org.


E não, não... Eu não vou me render à seriedade extrema, ao ser "gente grande" nos moldes da minha mãe. Eu prefiro ser um pouco mais alcoólatra e inconseqüente. E ainda prefiro sair sábado à noite com meus amigos e rir de mim mesma, fingir que está tudo bem, dormir tarde, acordar cedo – ou tarde mesmo, e ainda por cima não estar nem aí pra bronca que eu vou levar se eu vier sozinha pra casa. Eu prefiro beber vodka até sentir o chão ficar levemente fora do lugar habitual, tomar rum até esquecer onde eu estou, ou tomar vinho até dormir. Eu prefiro fazer o que eu quero, mesmo que saiba que daqui a pouco estarão rindo de mim... E daí? Podem rir. E pro diabo com as convenções. “Comporte-se como uma moça direita”, diz minha mãe. Mas quem disse que eu quero ser moça direita? As moças direitas namoram, casam, têm filhos, e chegam no fim da vida se perguntando o que fizeram consigo mesmas! As moças direitas ficam aí se horrorizando por que a Daniela Cicarelli trepou na praia. Não! De jeito nenhum! Por mim, álcool e inconseqüência nelas todas. E de preferência antes que se casem. Antes mesmo antes que se apaixonem!


Alcoolismo e inconseqüência na dose certa não vão matar ninguém. Muito pelo contrário. Se todo mundo resolvesse levar as coisas mais na valsa a vida ia ser muito mais gostosa. E nem digo alcoolismo no sentido literal. Não preciso “encher a cara” de cachaça pra ficar bêbada. É só botar um som bem alto. Tenho amigos que costumam dizer: “E olha que essa daí nem está bêbada ainda...” E quem disse que não?


Por enquanto eu guardo sobriedade e seriedade para os momentos em que ambos são realmente necessários, se é que realmente são.
  • Stumble This
  • Fav This With Technorati
  • Add To Del.icio.us
  • Digg This
  • Add To Facebook
  • Add To Yahoo

2 comentários:

Juliana Lemos disse...

há momentos em que é realmente necessário um pouco de seriedade (e sobriedade). mas até nesses momentos, é preciso um pouco de poesia.

muito bom o texto! e eu escrevi sobre política...

O solitário Jim disse...

o alcool, dizia Deleuze, é na verdade um artificio não de fuga, mas de se curtir o efeito que o efeito dele tem. é meio que escolher um outro modo de se reconhecer o mundo enquanto o efeito do efeito do alcool exerce sobre nós, pobres mortais. beber não faz mas, e para não ser cruel com a realidade do mundo utilizando do meu otimismo consciente, prefiro ficar neutro e bebado. a politica fica pra outro dia. abraços.

 
Copyright 2010 Retro | Powered by Blogger.