quinta-feira, 31 de julho de 2008

V de Vingança


Evey: Quem é você?

"V": Quem? "Quem" é uma das formas da função de "quê" e o que sou é um mascarado.

Evey: Isto estou vendo.

"V": Claro que sim. Não estou questionando seus poderes de observação. Só estou estressando o paradoxo de perguntar a um mascarado quem ele é.

Evey: Oh! Certo...

"V": Mas nessa noite muito auspiciosa, permita-me, no lugar de oferecer uma alcunha comum, sugerir o caráter desse personagem teatral.

Voilá! Eis aqui um humilde Veterano do teatro revista jogado no papel tanto de Vilão como de Vítima pelas Vicissitudes do destino. Este rosto não é um mero entalhe de Vaidade, é o Vestígio da Voz do povo, agora Vaga, sumida. Entretanto, esta Valorosa Visita de aflições passadas agora está Vivificada, e jurou Vencer esses Vermes Venais e Virulentos que salvaguardam o Vício e protegem a Violenta e depravada Violação da Vontade. O único Veredicto é a Vingança, uma Vendetta. Um Voto, que não é em Vão, feito pelo Valor e Veracidade dos que um dia Vingarão os Vigilantes Virtuosos. É verdade. Esta sopa de Vichyssoise de Verbiagem Vira-se para o lado Verboso. Então, deixe-me apenas adicionar que tenho honra em conhecê-la e você pode me chamar de "V".

Evey: Você é doido?

"V": Tenho certeza que dirão que sou. Mas com quem, posso perguntar, estou falando?

Evey: Sou Evey.

"V": Evey? E"V"ey. Só podia ser.

Evey: O que quer dizer com isso?

"V": Que eu, assim como Deus, não jogo dados e não creio em coincidências.



Esse é o diálogo que me deixou de boca aberta logo nos primeiros minutos do filme "V de Vingança", de 2006. Filme estrelado por Natalie Portman e Hugo Weaving. É uma adaptação da Graphic Novel de Alan Moore, V for Vendetta.
Sinopses e resenhas de filmes nunca me satisfazem. Nem mesmo as que eu tento escrever. Mas esse filme merece algum destaque. Dois anos após a estréia, enfim tive curiosidade suficiente para assistí-lo.
É um filme fantástico. Até mesmo um pouco perturbador.
A temática anarquista é clara, e a crítica ao nazismo também é feita de forma não tão sutil.
Diálogos extremamente bem elaborados.
Se eu não soubesse, não diria que é uma adaptação de quadrinhos.
Enfim, se você, assim como eu, não assistiu, faça-o.
Fica a dica.
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2 comentários:

Marcelo disse...

Gostei do novo blog. Ficou bacana demais. Que o novo formato te inspire ainda mais.

Marcelo disse...

Obrigado pelas belas palavras. Animam e entusiasmam sempre mais e mais.
Quanto as "coisas familiares" não foram mera conicidência. Nada é tão bom que não tenha defeitos nem tão ruim pra ser totalmente esquecido.
Pra ser sincero ainda não tinha pensado em especificar um assunto. Tentei fazer isso com idéias, mas pelo visto não consegui. Mas vou começar a analisar sua opinião.
Bom, agora fico por aqui, pra não virar conversa de msn.

 
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