sábado, 5 de julho de 2008

Eu queria tanta coisa...

Eu queria ter uma geladeira que ficasse sempre cheia, independentemente da compra de mantimentos... queria uma câmera fotográfica que fotografasse por dentro... uma mesa sempre posta... vasilhas que se limpassem sozinhas... poeira que desmaterializasse... queria uma poção do amor... não, não... poção do amor, não... queria ter uma poção da verdade, pra saber sempre e ao certo quem me tem amor... eu queria um telefone que só tocasse quando as notícias fossem boas... queria uma batedeira que batesse os maus sentimentos até que eles se transformassem em uma massa líquida que pudesse ser jogada pelo ralo... eu queria ter um travesseiro que não só absorvesse as lágrimas, mas que também consolasse... um cobertor que aquecesse o corpo e a alma nos dias mais sombrios...eu queria que o Don (meu peixinho dourado) falasse – mas só de vez em quando... eu queria que o orkut tele-transportasse a gente para perto dos amigos queridos... eu queria ter o braço igual ao do Inspetor Bugiganga, para eu poder esticá-lo e colher uma estrela para dá-la a você... eu queria um CD – RW que juntamente com as músicas, gravasse o que cada um sente ao ouví-la, para que ao ser emprestado, ele leve um pouquinho da emoção também... eu queria poder ver o vento sem precisar da fumaça (apesar de achar espirais de fumaça uma das coisas mais lindas do mundo – mas só fumaça de incenso... cigarro e incêndio ninguém merece)... eu queria um cabo USB que se conectasse ao cérebro, para que eu pudesse transportar as idéias diretamente pro PC, ao invés de ter que digitar (e nessas horas eu queria também ter uma fórmula pra ser menos preguiçosa... hehe)... eu queria que o vilarejo que a Marisa Monte canta existisse, e que eu soubesse onde fica... eu queria que as promessas (bem como os horários) fossem cumpridas... eu queria que as coisas fossem mais baratas, mais bonitas... queria que os sorrisos fossem mais fáceis... queria que os livros fossem mais lidos do que transportados... queria que as músicas fossem ouvidas, mais do que apenas escutadas... queria que a poesia se materializasse em todos... queria que o amor não precisasse de definição, bem como a paixão... queria que o arco-íris aparecesse sempre, mesmo sem chuva... e eu queria que esse texto não acabasse nunca, de tanta coisa que eu queria...
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1 comentários:

Maysa disse...

me too :)

belo texto.

Maysa

 
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